sábado, 29 de junho de 2013

Guacamole

Eu sou fã de comida mexicana e às vezes me aventuro em fazer alguma coisa aqui em casa. O Guacamole, é a mais simples das receitas e sempre faz o maior sucesso. E o melhor: não gasta mais do que 10 minutos para ficar pronto.

Tenha à mão:
1 abacate maduro, porém firme
1 tomate sem semente cortado em cubos
Suco de 1 limão
1 cebola picada
Pimenta, sal e azeite a gosto
Salsinha picada

Como fazer?
Amasse o abacate com a ajuda de um garfo e junte o suco de limão. Misture bem. Em seguida, acrescente os demais ingredientes e deixe na geladeira até a hora de servir.
Se o seu abacate for grande, pode acrescentar mais um tomate e mais um pouco de suco de limão. As quantidades podem variar conforme o seu gosto.

Para acompanhar, torradinhas ou doritos.

*A receita original, vai malagueta picadinha (sem semente). Como não tinha disponível, usei uma pimenta habanero líquida mesmo.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Salada de feijão fradinho

Eu adoro salada de feijão fradinho! E, outro dia no mercado, me deparei com essa caixinha de feijão fradinho já pronto para o consumo e resolvi arriscar. E não me arrependi. Cozido no ponto e bem gostinho. Pra uma semana corrida, foi perfeito e rendeu uma salada gostosa em cinco minutos.

Usei metade da caixinha e juntei cenoura, pimentão vermelho, azeitona, tomate sem semente, cebola e salsinha. Não vou dizer quantidades, porque isso pode variar conforme seu gosto. É só temperar com azeite, um pouquinho de vinagre e sal.

Deixe na geladeira até servir.



Foi um belo acompanhamento para um bombom de alcatra ao molho de mostarda e salada de agrião. (A receita do prato completo será publicada em breve).

domingo, 16 de junho de 2013

Torta negresco com frutas vermelhas

Da última vez que fui a Goiânia experimentei uma torta de biscoito negresco com frutas vermelhas de uma confeitaria famosa da cidade. Pra variar, enquanto não inventei a minha própria versão, não sosseguei.

Comecei preparando a calda de frutas vermelhas. Para isso, cortei duas caixinhas de morango e juntei meia xícara de açúcar e 1/3 de xícara de água. Misturei até o açúcar derreter e deixei cozinhar por uns três minutos. Juntei, então, uma caixinha de amoras e um vidro pequeno de cereja em conserva (se você achar cereja fresca, melhor ainda!). Acrescentei mais 1/3 de xícara de água e deixei cozinhar por cinco minutos. Daí é só desligar o fogo e deixar esfriar.
Em seguida, eu tirei o recheio de dois pacotes de biscoito negresco. Aí é só triturar os biscoitos com a ajuda de um liquidificador. Em uma vasilha, misturei a farinha de biscoito com 100g de manteiga em temperatura ambiente. Forrei o fundo e as laterais de uma forma de aro removível com a massinha que se formou e levei ao forno por 15 minutos. Enquanto a massa esfria, comecei a preparar o recheio.
Em uma panela funda, eu juntei 1/2 litro de leite, com 2 colheres de manteiga, uma lata de leite condensado e os recheios que tinha retirado dos biscoitos. Com o fogo baixo, mexi bem. Daí, misturei 3 colheres de amido de milho em 1/2 copo de leite e juntei à mistura, mexendo sempre até engrossar. Enquanto isso, preparei 1 pacotinho de gelatina sem sabor, que incorporei ao creme já pronto.

Daí, é só deixar o creme esfriar por uns 15 minutos, colocá-lo sobre a massa e cobri-lo com a calda de frutas vermelhas. Leve para gelar por umas três horas antes de tirar da forma.

Antes de servir, decore com frutas frescas.

Garanto que não vai sobrar nada pra contar a história.

domingo, 9 de junho de 2013

Degustação vertical - Altos Las Hormigas

A Altos Las Hormigas é uma vinícola que, desde 1995, vem fabricando vinhos de grande qualidade e boa relação custo-benefício em Mendoza, na Argentina. Trabalhando unicamente com a Malbec, sua linha dispõe de vinhos de personalidade. Decidimos então fazer uma degustação vertical dos três vinhos mais básicos da Altos Las Hormigas. Essa "brincadeira", com rótulos adquiridos a preços animadores na Cadeg-RJ, custou cerca de R$ 150. Comprando separadamente em outras lojas, poderia não ser tão barato.


Altos Las Hormigas Clásico Malbec 2011

Esse vinho não passa por barricas de carvalho, e é produzido com Malbec de diferentes regiões de Mendoza: Lujan de Cujo (Perdriel, Agrelo y Vistalba) e Valle de Uco (Vista Flores, Eugenio Bustos e La Consulta). Por mais que a safra de 2010 receba melhores avaliações, essa safra de 2011 não fica muito atrás.

Apresenta forte aroma fruta vermelha madura e leve toque de especiarias, principalmente cravo. Ao final evolui com notas de tostado e chocolate. Na boca é aveludado, com taninos agradáveis, de uma jovialidade cativante. Corpo moderado, acidez equilibrada, e boa presença de álcool.

Produtor: Altos Las Hormigas
Região: Lujan del Cuyo e Valle del Uco, Mendoza.
Uva:
Malbec 100%
Safra: 2011Graduação Alcoólica: 14,1%
Preço: R$ 31 (Grife dos Vinhos, Cadeg-RJ)



Altos Las Hormigas Terroir Malbec 2010

Esse é um Malbec produzido com uvas da região do Valle del Uco. Tem aroma de fruta fresca, como mamão verde, e manteiga, mostrando-se ainda jovem e ligeiramente vegetal.

No palato, bom equilíbrio entre acidez e tanicidade, presença marcante. Na boca, uma grata surpresa, sparkles. Persistência moderada. Evolui com notas de caramelo. É um vinho muito gostoso e macio.

Produtor: Altos Las Hormigas
Região: Valle del Uco, Mendoza.
Uva:
Malbec 100%
Safra: 2010
Envelhecimento: indeterminado, em barricas de carvalho francês.Graduação Alcoólica: 14,5%
Preço: R$ 57 (Mundo dos Vinhos, Cadeg-RJ)




Altos Las Hormigas Reservé Malbec 2009

Esse Malbec vêm exclusivamente de antigos leitos de rios em Valle de Uco, em maioria do vinhedo de Vista Flores, que também produz o single vineyard premum da Alto Las Hormigas. Tal terroir combina terra trazida dos Andes com camadas de cascalho, que costuma produzir vinhos de grande qualidade.

Nesse rótulo, tais características se manifestam em um vinho escuro e opaco, com aroma preponderante de alcaçuz, pimenta rosa, muita fruta negra, suave madeira, com notas de leite condensado. No palato sente-se a potência das frutas negras. É concentrado, adocicado, levemente apimentado. Um vinho de grande estrutura, muito corpo, e bastante macio. Também uma ótima relação custo-benefício.

Produtor: Altos Las Hormigas
Região: Valle del Uco, Mendoza.
Uva:
Malbec 100%
Safra: 2009
Envelhecimento: 18 meses em barricas de carvalho francês, novas e de segundo uso.
Graduação Alcoólica: 14,4%
Preço: R$ 57 (Mundo dos Vinhos, Cadeg-RJ)

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Bolinhas de ricota


Acho que é a receita mais rápida dos últimos tempos. Não dá trabalho, é fácil de encontrar os ingredientes e faz vista em qualquer mesa, seja acompanhando uma boa salada ou com torradinhas, como antepasto.

São apenas dois ingredientes e temperinhos à sua escolha:

1 ricota (pode ser fresca ou defumada)
4 colheres (sopa) de iogurte natural desnatado
Temperos para envolver as bolinhas (eu usei orégano seco e páprica picante, mas podia ser gergilim claro ou escuro, castanhas trituradas alho desidratado, enfim, mil opções...)
Uma pitada de sal e um fio de azeite.

Com a ajuda de um garfo, esfarele a ricota e, aos poucos acrescente o iogurte natural. Misture bem. Junte o azeite e acerte o sal.

Aí é só fazer bolinhas com as mãos e passar nos temperos escolhidos.

Fácil, não?

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Escondidinho de abóbora com carne e linguiça


A verdade é que eu queria uma comida quentinha para o final do feriado chuvoso, mas que não me ocupasse muito. Tinha uma abóbora na geladeira e um pouquinho de carne no congelador. Eis que aí surgiu a ideia de improvisar um escondidinho. Resultado? Não deu trabalho e ficou ótimo com uma saladinha.

Para quatro panelinhas individuais, eu usei:

300g de abóbora
1 colher de manteiga
1/2 copo de leite
1 colher de requeijão
200 g de alcatra
1/2 linguiça calabresa
Salsinha e cebolinha
Palmito a gosto
Mussarela ou parmesão a gosto

Comece cozinhando a abóbora até que ela fique bem macia. Enquanto isso, prepare o recheio: Corte a carne em pedaços bem pequenos e a calabresa em cubos. Leve ao fogo e, sem mexer demais, deixe que a carne cozinhe com um fio de azeite. Quando bem dourada, junte o palmito picado, a salsinha e a cebolinha. Reserve.

Quando a abóbora estiver bem cozida, amasse-a. Junte a manteiga, o leite e o requeijão e misture bem até incorporar. Deixe cozinhar um pouco, mexendo sempre.

Montagem - Divida a carne em quatro potes que podem ir ao forno, ou se preferir, num refratário único. Cubra com o purê de abóbora e polvilhe o queijo ralado na hora. Leve ao forno de 15 a 20 minutos, só mesmo o tempo de gratinar o queijo.

Sirva acompanhado de uma bela salada verde.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Casa Lapostolle: a produção do Clos Apalta

A Casa Lapostolle é uma daquelas vinícolas que já tornou-se lendária. Fundada em 1996 por Alexandra Marnier – dos proprietários do licor francês Grand Marnier – tem sua principal propriedade localizada em Apalta, uma microrregião do Vale de Colchagua, no Chile. O reconhecimento para a Lapostolle chegou rápido, e em 2005 seu principal vinho ícone, o Clos Apalta 2005, levou a premiação de melhor vinho do mundo da Wine & Spectator.

Terraço da Casa Lapostolle: são 190ha plantados em Apalta

Apesar de a propriedade Clos Apalta ser uma espécie de casa de veraneio da proprietária, que passa a maior parte do ano na França, é perceptível como todos ali estão comprometidos com a qualidade do trabalho. Em maio, já foram colhidas 3 das quatro castas produzidas em Apalta pela Lapostolle – Merlot, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Carméneré – e há dezenas de pessoas trabalhando intensamente para produzir o reconhecimento desta vinícola no Clos Apalta e no Borobo (esse último tem como enólogo o francês Michel Rolland).

Dezenas de pessoas trabalham na seleção manual das uvas

A propriedade foi projetada para potencializar ao máximo a qualidade da produção que segue princípios de produção orgânica e biodinâmica. Incrustada numa rocha (para criar o ambiente ideal em temperatura e proteção), a instalação tem 6 andares.

Na visita, se conhece de perto o processo de seleção das uvas carméneré, que, sim, são selecionadas uma a uma, não é conversa ou (só) marketing. Todo o engaço e exemplares imperfeitos são cuidadosamente removidos, e sem lavagem – pois somente as leveduras já contidas nas cascas são utilizadas.

Toda a movimentação do vinho, desde o momento em que a uva é despejada nos tanques de carvalho de 7500 litros para a fermentação, é feita usando a força da gravidade. Cada cepa para produção do Clos Apalta e do Borobo desce pro gravidade diretamente para as barricas novas (eles utilizam carvalho francês de várias regiões e níveis de tostado, para conseguir nuances diferentes), onde repousam por 12 meses.

Para os nerds de plantão: o vão da propriedade tem uma escada circular que é inspirada no formato de uma taça, e que tem ao centro um pêndulo de Foucaut.

Sala para repouso das barricas e degustação

No andar abaixo, os enólogos trabalham na construção do blend ideal para cada safra, e (também por gravidade) o produto volta novamente para as barricas por mais um ano, repousando naquela é que uma das caves mais bonitas que já vi.



A mesa de degustação, toda em vidro, é ainda um alçapão para onde se encontra a adega privada da família. Por ser construído junto à pedra e com iluminação cuidadosa, o ambiente está sempre entre 13ºC e 15ºC.

Na cave fazemos ainda a degustação de três vinhos, entre eles tive a oportunidade de comprar o famigerado Clos Apalta, além de um Curvée Alexandre Merlot e um Casa Sauvignon Blanc. Acho digno degustar um grande vinho da vinícola, mesmo que seja um pouco mais caro, portanto, e selecionado o tour. Na Lapostolle, sai por $20.000 (R$80), enquanto em outras vinícolas, algumas delas mesmo sem provar nenhum vinho premium, fica entre $10.000 e $15.000.

Sobre os vinhos da Lapostolle, confira o site da vinícola as resenhas aqui do Tomate Cereja.

Casa Lapostolle
Endereço: Ruta I-50, Km 36, Cunaquito, Santa Cruz, Chile.
Telephone +56-72 953 300
E-mail: info@lapostolle.com.

Viu Manent El Olivar Single Vineyard Syrah 2008

Essa edição limitada de single vineyards da Viu Manent se propõe à produção de vinhos complexos e marcantes, a partir de vinhas com baixo rendimento no Vale de Colchagua. Nesse vale, curiosamente se obtem uma boa produção de syrah nas encostas de morros, e com o El Olivar não é diferente, pois ele é produzido com uvas de vinhas localizadas nas ladeiras de  Peralillo, com solo pouco profundo e de fertilidade média.

O resultado é um vinho com aroma fresco e intenso de cereja, combinado com bastante especiarias e de defumado, com notas de tostado e chocolate. No paladar, entrega um complexo sabor de fruta vermelha em compota, chocolate e tostado, com acidez agradável, que vai diminuindo na medida em que vão ficando mais presentes notas de pimenta preta. Apresenta-se muito concentrado, e com boa persistência e retrogosto um ao mesmo tempo apimentado e um pouco adocicado.


Produtor: Viu Manent
Região: Vale de Colchagua
Uva:
Syrah 94% e Petit Verdot 6%
Safra: 2008
Envelhecimento:
18 meses em barricas novas
 Graduação Alcoólica: 14,5%
Preço: R$ 179 (CLP 15.000 - R$ 60 na vinícola).


quarta-feira, 22 de maio de 2013

Geleia de laranja com pimenta


Atendendo a pedidos dos meus queridos alunos da turma 2004, estou de volta para postar uma receita que compartilhei com eles hoje em nosso primeiro sarau. Esta é uma preparação que vi num desses programas de culinária (não me lembro qual) e que merece ser reproduzida pela simplicidade e qualidade. Se destaca nessa receita o casamento improvável (ao menos para mim) do aroma intenso da laranja com o sabor e leve ardor da pimenta.

Para essa receita você vai precisar de:

3 laranjas;
300g de açúcar;
2 pimentas dedo de moça e 
300 ml de água.

Preparo:

Corte as laranjas em quatro partes e retire o miolo branco e os caroços. É isso mesmo, não precisa tirar a casca! Coloque no liquidificador com a água, e o açúcar, bata até ficar homogêneo e reserve. Lave as pimentas, retire a semente e pique em tiras finas. Numa panela, misture as laranjas batidas com a pimenta e leve ao fogo até atingir a consistência de geleia. Retire do fogo, deixe esfriar e sirva com torradas.

Essa receita rende aproximadamente meio quilo de geleia, o que é uma boa quantidade para o consumo de uma família grande. Para famílias pequenas como a minha a dica é guardar em potes de vidro esterilizados que conservam por mais tempo. Essa é também uma boa opção de presente como os que podemos ver abaixo.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Santiago - Baco: para os amantes do bom vinho

Com o mercado cada vez mais receptivo aos vinhos chilenos e o aumento do número de turistas em Santiago (em especial, dos brasileiros, que nos últimos anos um dos públicos mais importantes) não é de se espantar que a maioria dos restaurantes no Chile tenha uma carta de vinhos decente. Contudo, ao procurar um local para provar vinhos premium com iguarias culinárias em Santiago, frequentemente se esbarra com dois entraves. Primeiramente, o preço por vezes chega a ser desencorajador e há pouca oferta e variedade de vinhos por taça, forçando a tomar uma garrafa inteira -- o que pode a ser um problema (ou não...) para almoçar sozinho.

 Pois bem, se você procura um local com boa culinária mas que tem como estrela os vinhos, o restaurante Baco é uma ótima opção. Muito bem localizado no Bairro da Providência, entre a estação Los Leones e o Parque das Esculturas (Rio Mapocho), o restaurante tem um ambiente muito agradável, muito em sintonia com o tema do lugar, combinando rústico e moderno.

Quando comparado com a grande maioria dos restaurantes, onde o preço da garrafa de vinho chega a dobrar (ou mais) com relação ao supermercado, o Baco surpreende. A carta tem mais de 200 opções. O diferencial é uma carta de vinhos excelente com diversas opções de vinhos por taça, alguns dos melhores chilenos, que ficam estratégicamente dispostas em quadros negros, para que se possa decidir qual a próxima opção etílica sem precisar pedir o menú. Cheguei e antes de decidir o que comer fui logo pedindo uma taça do excelente Amayna Syrah 2010. Sparkles, sparkles...


Como entrada, vieram torradas, bem temperadas mas muito secas só com a manteiga para acompanhar, creio que poderia ser melhor.

Com o vinho já definido, uma carnevermelha era a opção lógica. O Baco inspira-se na culinária francesa, mas com várias opções de preparo que lembram uma boa parrillada da patagônia. Fui de Côté de Cerdo com tomates assados e purê de batatas ($ 7600 - R$ 31). A carne tem uma textura muito boa, e ponto exatamente como havia pedido.

Pedi ainda outra taça de vinho, também muito bom Viña Altair Sideral 2008, eleito pelo Guia Descorchados como melhor assemblage chileno em 2012. Como sobremesa, um crème brulée com frutas da estação ($ 3600 - R$ 15) que estava bom, mas não cair o queixo.

Ao final, a conta ficou em torno dos R$ 80, e não fosse pelos vinhos (que sim, valem muito a pena) teria ficado a metade. Cabem ainda duas ressalvas: o Baco não parece ter um website, e as reservas -- é sempre bom garantir -- precisam ser feitas sempre por telefone.


Restaurante Baco
Estilo: culinária francesa e vinhos
Endereço: Nueva de Lyon 113, Providencia, Santiago.
Telefones: +56 22314444
Horário de atendimento: Domingo a terça das 12h às 02h.
Trilha sonora: standards de jazz e clássicos de rock